De mochila pelo sudeste da Ásia – Março e Abril/2014

Esse post de inauguração de viagem mostra a última que fiz. Países que parecem pertencer a outro mundo, de tão diferentes. Culturas que nos fazem repensar nosso modelo político e social, nossos medos e anseios e nossos projetos de vida. Começo aqui descrevendo por que escolhi esse destino. Nunca fui muito fã de viagens convencionais, não me sinto bem indo para lugares que todos vão, pelo simples motivo de achar chato encontrar pessoas com as mesmas raízes culturais que eu, diminuindo a possibilidade de troca com a comunidade local, que por vezes até já tem um preconceito com minha nacionalidade. Sendo assim, escolhi viajar para o Laos, já que ouvi dizer que era um país com pessoas muito simpáticas. Além disso, um país no sudeste da Ásia é por si só uma cultura bem diferente da nossa, brasileira.

Phonsavan (Laos). Os dois vieram sentar conosco numa mesa de bar para beber e conversar através de mímicas
Phonsavan (Laos). Os dois vieram sentar conosco numa mesa de bar para beber e conversar através de mímicas

Conversando com um grande amigo, o Vinícios, na Chapada Diamantina, em 2010, resolvemos um dia irmos para o sudeste da Ásia. Na época da viagem, eu morava em Florianópolis e ele em Paris. Ele queria conhecer a Índia, eu nem sabia o que queria conhecer. Foi só buscar a passagem e ver que a mais barata para o sudeste da Ásia era para Hong Kong (que até então eu achava que era China). Fui pesquisando sobre a China, fui gostando, e decidi: iria passar o carnaval em Hong Kong, depois entraria na China e encontraria o Vini em algum lugar no meio do caminho. Ele, metódico, me cobrava onde e quando. Eu, nada metódico, nada organizado, não queria nem pesquisar preços nem custos, nem ver lugares para ir, só queria viajar (gosto mais assim). Fui conversando com os vários dois amigos que já foram para lá para saber o que achavam. E todos começavam com uma frase: “é o seguinte, a China é muito louca”. E eu, quando me perguntam o que achei da China, digo: “a China é muito louca”.

Datong (China). Esses dois pediram para tirar uma foto haha
Datong (China). Esses dois pediram para tirar uma foto haha

Resumindo o roteiro: saí dia 1o de março de Floripa, parei para rever amigos em São Paulo, dormi em Abu Dhabi, fiquei uma semana em Hong Kong onde tudo aconteceu, uma semana em Pequim (onde vi o que era a China pela primeira vez), dois dias em Datong, dois em Pyngyao, três em Xi’an, um em Kunming, dois viajando até chegar em Luang Prabang (Laos) e ficar uma semana, dois em Phonsavan, dois em Hanoi, entrando no Vietnam, três em Sa Pa, mais uma semana de moto por lugares que nunca conseguiria pronunciar pelo norte do Vietnã, e daí começar a voltar para casa (mais 4 dias só para isso).

Algum lugar no norte do Vietnã. Estávamos de moto e de repente chegaram essas crianças todas! Muito emocionante!
Algum lugar no norte do Vietnã. Estávamos de moto e de repente chegaram essas crianças todas! Muito emocionante!

Total: mais de 8000 km percorridos de trem, barco, avião, caminhão, tuk tuk, charrete, carona, ônibus, bicicleta, moto e uns outros veículos que não sei classificar. E assim começa minha história!

Datong (China). As duas meninas da ponta nos viram na rua e nos chamaram para jantar na casa delas (foi o que consegui entender pela mímica)
Datong (China). As duas meninas da ponta nos viram na rua e nos chamaram para jantar na casa delas (foi o que consegui entender pela mímica)
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